Depoimentos

Testemunhos que tocam corações e constroem histórias

Continuando a série “Testemunhos que tocam corações e constroem histórias” partilhamos hoje a trajetória de Irmã Eunice Reichert. Ela, que tanto dedicou-se ao projeto de Deus, continua inspirando nossa Província e motivando-nos no caminho para a celebração dos 150 anos da chegada das Irmãs franciscanas no Brasil.

Irmã Maria Eunice Reichert

Irmã Eunice, como era conhecida, nasceu em Forquetinha Alta – interior do município de Lajeado – no dia 29 de março de 1921. Filha de Nicolau e Maria Reichert, aprendeu com os pais sobre o amor a Deus e a partir do exemplo de um irmão e uma irmã, religiosos franciscanos, viu sua vocação desabrochar.

Consagrou-se a Deus em 1944, dedicando sua vida como Irmã Franciscana da Penitência e Caridade Cristã.

Formou-se em Letras Anglo-Germânicas, com habilitação para lecionar português, latim e inglês. Seu primeiro campo de apostolado foi o Colégio São José, em São Leopoldo. Após, esteve nos Colégios Nossa Senhora dos Anjos e Nossa Senhora do Bom Conselho, em Porto Alegre.

Na década de 1950, ante a decisão da Província de fundar uma Escola de Enfermagem em Porto Alegre, deu seu “sim” consciente e corajoso. Assim, mudou radicalmente seu apostolado: da sala de aula de adolescentes para junto do leito de enfermos e à frente de adultos que desejavam ser habilitados para o trabalho junto aos pacientes. Foi, então, enviada para São Paulo, juntamente com outras quatro Irmãs, e se preparou durante quatro anos e meio na Escola Superior de Enfermagem.

Ao regressar a Porto Alegre, em 1955, Irmã Eunice integrou-se às Irmãs da Santa Casa de Misericórdia, sendo nomeada diretora e professora da Escola de Auxiliares de Enfermagem e, pouco depois, também da Escola Superior de Enfermagem Madre Ana Moeller – ministérios assumidos e exercidos com amor, dedicação e competência.

Em 1981, Irmã Eunice passou a dedicar-se à Pastoral da Saúde e variados serviços em diferentes comunidades da Província. No final do ano de 1994, aos 73 anos de idade, foi transferida para o Lar Santa Elisabeth. Ali, cercada de carinho da comunidade, em especial de sua querida mana Irmã Alfrida, viveu os últimos anos de sua devotada vida.

Em 1º de novembro de 2004, fez sua Páscoa, indo fazer sua morada eterna junto ao Pai. Em sua despedida terrena, cercada de amigos, familiares e de suas co-Irmãs, foram lembrados os muitos gestos de amor e doação praticados por Irmã Eunice ao longo de sua caminhada.

Hoje, recordamos seu testemunho inspirador e celebramos a dedicação e doação de tantas Irmãs franciscanas, ao longo desses quase 150 anos, em especial, daquelas que se empenharam – e ainda se empenham – no cuidado da vida, na área da saúde. Certamente, assim como Irmã Eunice, são inúmeras trajetórias que tocam corações e constroem histórias!

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TESTEMUNHOS QUE TOCAM CORAÇÕES E CONSTROEM HISTÓRIAS

No caminho para os 150 anos da chegada das primeiras Irmãs Franciscanas da Penitência e Caridade Cristã ao Brasil, lembramos as muitas filhas de Madre Madalena que dedicaram suas vidas para a realização do projeto de Deus. Hoje, queremos partilhar o testemunho de Madre Benícia Dahm.
Acompanhe a trajetória dessa missionária que “tocou corações e construiu histórias”:

Madre Benícia Dahm
No início da missão das Irmãs Franciscanas da Penitência e Caridade Cristã no Brasil, diversas Irmãs vieram da Alemanha e exerceram seus discipulados em nosso país. Uma dessas missionárias chamava-se Irmã Benícia Dahm. Nascida em Wintersdorf – próximo a cidade de Tréveris – aos 29 de junho de 1880, fez sua profissão em 1903, embarcando para o Brasil em junho do mesmo ano.
Em seus primeiros anos na nova pátria, dedicou-se à missão de educadora no Colégio Sagrado Coração de Jesus, em Santa Cruz do Sul. Posteriormente, esteve no Colégio São José, em São Leopoldo, retornando para Santa Cruz em 1926.
Em 1931, foi transferida para o Colégio Bom Conselho, onde atuou como Ministra da Comunidade local até sua Páscoa, em 30 de maio de 1946. Foi exemplo de mestre e educadora e seu testemunho de vida inspirava a comunidade local. Uma de suas alunas, Consuelo Temes, teria sugerido o nome de “Madre Benícia” para batizar o grupo escolar situado na Lomba Grande, que posteriormente transformou-se em Instituto Estadual Madre Benícia (fonte: José Edimar de Souza – “o ‘Madre Benícia’ nas memórias de uma professora: o álbum de recordações de Cléris Becker”; tal registro também é encontrado nas crônicas de 1947, que relatam a feliz surpresa das Irmãs ao receberem ofício da Secretaria de Educação e Cultura do estado do Rio Grande do Sul, prestado essa homenagem a Madre Benícia).
De coração acolhedor, em suas últimas palavras, ao despedir-se de suas Irmãs, disse: “se eu trabalhei com animação, com grande animação, foi porque encontrei na amizade das senhoras a força para ir sempre avante.”

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Testemunhos que tocam corações e constroem histórias

Continuando a série “Testemunhos que tocam corações e constroem histórias”, hoje queremos partilhar a biografia de Irmã Hedviges Loch.
Irmã Hedviges Loch
Deus certamente chama à missão homens e mulheres de coragem e grande desejo de doar-se aos irmãos e irmãs. Uma dessas filhas dedicadas foi a Irmã Hedviges Loch. Nascida em 07 de janeiro de 1914, em Forqueta – então pertencente ao município de Lajeado – a jovem Rosa Loch (nome de batismo de Irmã Hedviges) conheceu as Irmãs Franciscanas da Penitência e Caridade Cristã através da atuação das religiosas nos hospitais da região.
Foi aceita como juvenista no Hospital Santa Cruz e ingressou no postulado em 1935. No ano seguinte, recebeu o nome de Irmã Maria Hedviges, emitindo seus votos religiosos em 03 de fevereiro de 1937.
Seu primeiro campo de apostolado foi a Santa Casa da Misericórdia, em Porto Alegre. Ali atendia aos numerosos pacientes que vinham em busca dos serviços de Raio X, nos quais Irmã Hedviges especializou-se, fazendo diversos cursos.
Trabalhou em outras instituições nessa função, além de servir como Ministra Local nas comunidades. Esteve na Santa Casa, em Pelotas; no Hospital Centenário, em São Leopoldo; no antigo Sanatório Belém e no Hospital da Criança Santo Antônio, em Porto Alegre.
Em 1965, aceitou serenamente a missão de Ministra Provincial, inclinando-se às vontades de Deus e vivendo intensamente as mudanças na vida religiosa, na época do Concílio Vaticano II. Junto ao Conselho Geral e demais Ministras Provinciais, estando em Roma, pôde participar da solenidade de encerramento desse importante marco para toda a Igreja.
Em 1971, deixando as tarefas de Ministra Provincial, continuou sua dedicada trajetória junto as suas co-Irmãs e serviu por 6 anos no Hospital em Estrela. Posteriormente, foi acolhida no Hospital Santa Cruz, onde mais uma vez trabalhou no Raio X. Em 1990, com a fundação da Comunidade Nossa Senhora Rainha da Paz na instituição (atualmente a comunidade está localizada junto ao Pensionato São José, em São Leopoldo), Irmã Hedviges prontamente aceitou o convite e assumiu como Ministra Local.
Em 2003, foi transferida para o Lar Santa Elisabeth, em São Leopoldo, onde, sempre calma, atenciosa e agradecida, empenhou-se à vida de oração. Faleceu em 05 de agosto de 2007, véspera da Transfiguração do Senhor, retornando à casa do Pai Celeste. 

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Testemunho que toca corações e constrói história

Nossa querida Irmã Frediana Hammes é a primeira Irmã que recordamos na série “Testemunhos que tocam corações e constroem histórias”. Ela assumiu com confiança o projeto franciscano de amor e cuidado para com todas as criaturas de Deus. Conheça sua biografia, que nos inspira a seguirmos confiantes no Deus Bom e Providente:

Nascida em 31 de maio de 1924, em Arroio do Meio, foi a primogênita de sete filhos. Desde muito cedo, dedicou-se ao cuidado dos irmãos menores e aos trabalhos domésticos. Ainda criança, manifestou o desejo de ser Irmã. Entretanto, permaneceu em casa, ajudando a família, até seus 23 anos, quando, então, foi trabalhar no Hospital na cidade de Estrela, Rio Grande do Sul.

Na convivência fraternal com as Irmãs que ali trabalhavam, encontrou o caminho de sua vocação e professou seus votos em 1952, dedicando-se a Congregação das Irmãs Franciscanas da Penitência e Caridade Cristã.

A primeira comunidade que a acolheu foi a Nossa Senhora do Bom Conselho, em Porto Alegre, onde realizou sua missão junto a cozinha do estabelecimento. Na cidade, também trabalhou nas comunidades Santa Clara e Santa Família. Com mesmo empenho, serviu no Hospital em Bom Jesus.

Em 1961, mudou-se para São Leopoldo, dedicando-se à padaria do Colégio São José. Em dezembro de 1973, integrou o grupo das fundadoras da Comunidade do Pensionato São José, atualmente Comunidade Madre Ana. Nesta, por 43 anos, cuidou da horta, do jardim, do pomar, da água e das abelhas. Inspirada no amor de Deus pela Sua criação, Irmã Frediana Hammes soube colocar-se à serviço para proteger e cuidar da Casa Comum, com suas mãos obreiras e seu coração atencioso.

Aos 94 anos de idade, fez sua entrega definitiva ao Pai, falecendo em 25 de junho de 2018 e deixando um bonito testemunho da vida franciscana.

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Ser Irmã

 

Ser Irmã Franciscana da Penitência e Caridade Cristã é: Personificar o Carisma de Madre Madalena Damen “Deus Cuida”, professando a Vida conforme o Evangelho no Espírito de SãoFrancisco deAssis. Levar vida simples, humilde, alegre e confiante. Viver em comunidade como menor. Unida à Igreja responder a vocação orando e servindo. Ser pessoa agradecida por todos os dons, considerando todo bem que através dela acontece como obra de Deus.

“ A obra não é minha, mas do Senhor”.

Ir. Elaine Glaeser

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Ser juniorista

“Vivamos como boas filhas de São Francisco e Deus cuidará de nós”

Ser Irmã juniorista é viver com profunda confiança a experiência com Jesus Cristo, seguindo-O através dos votos de obediência, pobreza e castidade, no Espírito de SãoFrancisco deAssis e de Madre Madalena Damen, como membro de uma de nossas comunidades.  Durante este tempo buscar viver na fidelidade a consagração a Deus, “com as Irmãs que Deus nos dá” crescendo cada dia mais no amor, na conversão, na abertura ao Espírito Santo que vai ensinando como melhor viver e fortalecendo a vocação.

Também neste tempo ir aprofundando os dons e carismas pessoais através da formação acadêmica para melhor servir e atuar conforme o Carisma de nossa Congregação e as opções de nossa Província.

Este é um tempo especial onde entregues aos desígnios de Deus convivemos em comunidade, fortalecemos a relação com Deus, conosco mesmas e com as pessoas que convivemos para correspondermos com o coração generoso e em total doação ao grande amor de Cristo que “se fez para nós o caminho” e nos convida a continuar o seu projeto de amor servindo à Igreja onde Ele nos enviar.

Ir. Fátima

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Ser noviça

O que é ser noviça franciscana da Penitência e Caridade Cristã?

É estar atenta aos apelos do Senhor que vão se configurando e sendo fortalecidos mediante à experiência pessoal com Ele, no convívio comunitário e na identificação com o carisma e  assim,  na   liberdade interior ir firmando  convicções para este estado de vida que se busca..

Ir. Maria Celina Torres 

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Ser postulante

Ser postulante é aceitar o convite feito por Jesus “Vinde e Vede”(Jo 1,39), e se colocar como discípula na caminhada para descobrir sua morada. É assumir, juntamente com a irmã formadora, a etapa do postulado. Que é um tempo propício para estreitar a relação com o próprio Jesus, através da oração pessoal e comunitária, de estudos e reflexões da Palavra de Deus e da participação ativa na vida da igreja. É, também, o início de uma vida comunitária mais intensa, tanto na comunidade das irmãs, como nas pastorais e nos encontros de partilha com outras(os) formandas(os). E, a partir deste contato mais íntimo com o mestre e com o outro, deixar-se conduzir no processo de autoconhecimento. Ser postulante é fazer dos desafios uma oportunidade de crescimento, para melhor discernir sobre o caminho a seguir.

 Glenda Sábio Garcia

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